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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Somos normais????





SP 17/05/2010



Fui convidada pela Simone, criadora desse blog para postar uma vez por semana uma matéria sobre assuntos que fazem parte do nosso cotidiano.

A principio fiquei surpresa, mas ao mesmo tempo muitooooo feliz, lisonjeada mesmo.

Fiquei um tempão pensando no que escrever,afinal como dizem, e eu acredito a primeira impressão é a que fica, vários assuntos passaram pela minha cabeça e comecei a pesquisar.E o resultado de tanta pesquisa me deixou abismada assunto não vai faltar.

Lembrei de um texto que recebi ha muito tempo atrás e que me identifiquei muito e ficou ali guardadinho e hoje gostaria de dividir com vocês.

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.

Acredito que seja esse mesmo o caminho deixar de querer ser “normal” apenas se aceitar e assim se tornar original, um ser único cheio de qualidades e defeitos que com o decorrer da vida vai se aprimorando ou não.

Viva as diferenças!!!!!



Rita

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